domingo, 14 de maio de 2017

FACULDADE METROPOLITANA DA GRANDE FORTALEZA

RESENHA SOBRE ARBOVIROSES


A epidemia alarmante do zika vírus, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti , também portador da dengue, da febre amarela e do vírus chikungunya, vem cada vez mais assumindo os aspectos de uma catástrofe de saúde pública. Essa epidemia é também o exemplo mais recente de como as intervenções humanas sobre o meio ambiente, no sentido mais amplo, podem favorecer organismos portadores de doenças, como o Aedes, e os vírus que eles trazem consigo. Esse mosquito em particular se prolifera em habitat  artificialmente criados por humanos.Ele não vive no solo, nem em pântanos, ou quaisquer outros tipos de lugares onde normalmente se encontra mosquitos. Foram os humanos que criaram um habitat para que ele se proliferasse, com todos esses objetos que guardam água parada por aí, e o mosquito se adaptou tão bem, que ele na verdade é meio que um parasita humano. Infelizmente, o que vale para o Aedes aegypti é válido também para muitas outras doenças e seus vetores sendo assim um problema de cujo tamanho, o mundo ainda não se deu conta. Isso não quer dizer que outros fatores, como a pobreza, globalização e sistemas avançados de transporte, que são capazes de transportar não só pessoas, mas também doenças e seus vetores, não sejam igualmente importantes.
A Urbanização e lixo urbano e um dos fatores em que o mosquito Aedes vem se multiplicando graças à degradação ambiental em regiões-chave do Brasil e outros países. Há diversos outros fatores que contribuíram para a emergência do zika, mas os principais elementos têm sido o crescimento populacional humano, a falta de planejamento no crescimento urbano, a globalização e a falta de um controle eficaz de vetores. É claro que esta não é a primeira vez que a urbanização esteve relacionada à transmissão de doenças. Uma história em particular remonta a pelo menos 1854, quando John Snow, estudando um surto de cólera em Londres, descobriu que ele estava vinculado ao despejo de esgoto no Rio Tâmisa, cujas águas depois eram usadas para o consumo da população. E por meio de uma hipótese John consegui realizar umas das maiores descobertas de um problema catastrófico naquela época. A história do zika pode ser primariamente a de como certos tipos de ambientes urbanos e seus dejetos favorecem os mosquitos, mas o que é chocante é o  quantos outros tipos de mudanças ambientais claramente pioram a disseminação de vetores de doenças.O Aquecendo do planeta e dos fatores para as doenças tropicais, como malária, dengue e febre amarela terão maior facilidade de penetrar.  
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O que pode ser feito em meio esses todos esses problemas, que o ser humano mesmo criou, virando assim contra seu favor, talvez a educação seja um dos fatores onde a população não entende em  que um mundo mais limpo é um mundo melhor. Por isso os fatores ambientais estejam implicados na disseminação dessas doenças, eles não são os únicos fatores, o mundo médico costuma preferir tratamentos e vacinas a uma compreensão ecológica que pode levar a uma melhor prevenção. As migrações humanas por meio de aviões  e navios  são também são responsáveis por ajudar a disseminar doenças e seus vetores em todo o mundo, agora ambos estão por toda parte.